Sombras Perdidas no Tempo
Tenho pensado bastante em minha vida, ultimamente.
Olhando para trás, vejo sombras, refletidas nas paredes dos caminhos de minha existência pregressa. Das sombras que estão dentro de minh’alma, várias já conheço. Trato com elas, com familiaridade, chamo-as de Passageiro.
Outras, tão familiares quanto o Passageiro, me escapam ao controle, não negociam. Teimam elas em me enfrentar, e com o poder que vem do desconhecido, me amedrontam.
Por vezes fico encurralado cercado por estas sombras inoportunas, que me paralizam e me fazem falhar e perder.
Não mais! – digo aos ventos – Não mais me submeterei a elas! Não sou eu um portador de luz? Não sou illuminati? Fiat Lux! Que as sombras, estas sombras perdidas no tempo se ponham em seu lugar!
Hora de descansarem, sombras. Retornem à sua origem. Tenho uma missão a cumprir.
Filed under: literatura, pessoal1 Comment »
« Crônica Obscura: Tempus Fugit | Home | Trinta dicas para escrever bem [Reblog] »



March 12th, 2009 at 11:01
“Minha mãe achava estudo
a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento.
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,
ela falou comigo:
“Coitado, até essa hora no serviço pesado.”
Arrumou pão e café, deixou taxo no
fogo com água quente.
Não me falou em amor.
Essa palavra de luxo.”
(Adélia Prado)
Em Algum Lugar do Tempo.